Essa área da Otorrinolaringologia diz respeito à doenças que dificultam a respiração da criança, que pode estar realacionado às fossas nasais, faringe, laringe, traquéia e brônquios.
Rinosinusite infecciosa é uma infecção dos seios da face e fossas nasais, em que ocorre obstrução nasal, secreção nasal de aspecto mucopurulento e tosse noturna com secreção.
O melhor exame para diagnosticar a rinosinusite é a nasofibroscopia que é uma endoscopia da fossa nasal, realizada no consultório, com anestesia local.
O exame produz um mínimo desconforto para a criança e tem a vantagem sobre o raio-X de não submeter a criança ao efeito de radiações ionizantes.
É um processo inflamatórios da mucosa das fossas nasais e seios paranasais. Manifesta-se com obstrução nasal, secreção hialina, espirros e coceira nasal. A reação alérgica é uma reação exagerada do sistema imunológico em decorrência de inalantes de substâncias irritantes para a mucosa nasal, como gases tóxicos, poluentes ambientais, poeira doméstica, entre outros. Em decorrência dessa reação alérgica, ocorre a liberação de substâncias como a histamina que produzem a reação inflamatória nas fossas nasais.
Os casos crônicos evoluem com hipertrofia de cornetos, que são carnes esponjosas que obstruem as fossas nasais. A criança começa a apresentar roncos, obstrução nasal, respiração bucal e distúrbio do sono.
Essas alterações também podem ser diagnosticadas no consultório pela nasofibroscopia.
Adenóides
Adenóide é um acúmulo de tecido linfóide, ou seja, tecido de defesa, que localizam-se atrás das fossas nasais. Quando ocorre hipertrofia, aumento, produz obstrução das fossas nasais posteriormente, dificultando a respiração. A criança começa a presentar roncos e distúrbio do sono.
A hipertrofia de adenóide também pode ser responsável por rinosinusite de repetição.
O diagnóstico também pode ser feito pela nasofibsocopia.
Amigdalas Palatinas
As amigdalas são constituídas por tecido linfóide e, juntamente com a Adenóide formam a primeira linha de defesa na via aérea infantil. Podem aumentar muito de tamanho e produzir obstrução à passagem de ar.
A infecção das amigdalas é comum na criança e deverá ser tratada adequadamente.
Mesmo sendo responsáveis pela defesa da via aérea, as amigdalas e adenóides devem ser retiradas cirurgicamente em casos de aumento exagerado em que ocorre obstrução.
É importante lembrar, que essas estruturas não são as únicas responsáveis pela defesa do organismo da criança, que mesmo retiradas, não haverá imonodeficiência, pois existem órgãos mais importantes, como a medula óssea por exemplo.
Existem várias alterações na laringe que podem produzir dificuldade respiratória na criança. Desde má-formações congênitas até patologias adquiridas.
É a má-formação laríngea congênita mais comum na criança. O principal sintoma é o estridor laríngeo. Essa doença pode produzir obstrução respiratória alta, que pode ser grave, havendo necessidade de manter a criança internada em UTI. Em alguns casos pode apresentar alteração na deglutição. Nos casos leves, a evolução é espontânea e o estridor pode melhorar até os 2 anos de idade.
Pode ser unilateral ou bilateral. Nos casos unilaterais a criança tem estridor respiratório, mas não tem obstrução respiratória. O choro torna-se fraco.
Os casos bilaterais produzem obstrução respiratória severa e a criança tem estridor acentuado.
O tratamento e a evolução depende da causa da paralisia.
É um tumor benigno submucoso e de coloração avermelhada, que pode desenvolve-se na região subglótica, abaixo das pregas vocais e com o crescimento obstruir a via aérea. Atualmente, tem sido tratado com propranolol com involução após 1 a 2 meses de tratamento.
A laringe da criança é muito pequena e por causa disso, pode sofrer traumas de entubação prolongada em UTI.
Após o trauma, ocorre edema, exulcerações na cricóide que é a região mais estreita na laringe. A cicatrização desse processo inflamatório inicial, caracteriza-se com fibrose e estenose do tubo laríngeo.
Essa estenose pode ocorrer em vários graus, desde leve, moderado a severo em que obstrue totalmente a laringe à passagem de ar.
O diagnóstico pode ser feito ainda na fase inicial com nasofibroscopia na UTI.
O tratamento depende do grau da estenose. Pode ser feito via endoscópica com dilatação com balão, com bom resultado na fase inicial. Em muitos casos, se tratado precocemente, não há necessidade de traqueostomia.
Nos casos graves, que não respondem bem ao balão, é necessário tratamento cirúrgico, com reconstrução laringotraqueal.